domingo, 14 de dezembro de 2008

Alimentação a bordo dos navios

A alimentação a bordo dos navios era essencialmente composta por carne salgada, peixe seco ou salgado, arroz, presunto, biscoitos (pão cozido duas vezes para ficar mais seco e assim durar mais). Levavam também azeite, vinagre, vinho, grão, amêndoas, lentilhas, frutos secos, alhos, cebolas, açucar, mel e alguns animais para matar pelo percurso, principalmente galinhas, porcos, cabras e ovelhas, mas o mais importante para eles era a água doce.
Para os tripulantes, a comida era oferecida pelo rei, mas para os passageiros, eram eles que tinham de levar a comida ou então tinham de a comprar, o que fazia com que muitas vezes chegassem ao seu destino completamente endividados...
TEMPOS LIVRES:
A ocupação dos tempos livres passava por levar livros e lê-los em voz alta ao convés, o que tinha bastante êxito. Os padres que iam a bordo reuniam a tripulação para interpretar peças de teatro, quase todas ligadas à religião, como A Vida e Morte de S. João Baptista, Tentações de Cristo no Deserto e os autos de Gil Vicente.
Também se simulavam touradas a bordo, ou seja, um homem fazia o papel de touro, movimentando na sua frente cestos ou pedaços de verga entrançados. Corria pelo convés atrás dos companheiros que agitavam pedaços de pano a fingir de capa.
Mas eles às vezes pescavam grandes peixes e lançavam-nos no convés e como eles davam grandes saltos aproveitavam a agitação para os tourear.
Também era permitido jogar Xadrez e cartas a bordo.
DOENÇAS A BORDO
A doença mais frequente a bordo era o escorbuto, que era provocado por falta de vitamina C, que era quando as gengivas começavam a inchar e já não cabiam na boca.

Pedro Pinheiro

A Restauração da Independência

No dia 1º de Dezembro assinala-se a restauração da Independência de Portugal. Falecido o cardeal-rei D. Henrique, em 1580, sem ter designado um sucessor, Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel I. Invadiu Portugal e submeteu-o a 60 anos de domínio. Foram três os reis espanhóis que governaram Portugal entre 1580 e 1640 – Filipe I, Filipe II e Filipe III.
Como é natural, os portugueses viviam descontentes e compreendiam que só uma revolução bem organizada lhes poderia trazer a libertação.
Assim, no dia 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos.
A Duquesa foi presa e o Secretário morto. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV,. Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de "O Restaurador".
Tiago Mendes

Restauração da Independência

Cerca de 62 anos antes da revolução, Portugal tinha sofrido um problema de sucessão, pois o rei D. Sebastião morreu muito novo na batalha de Alcácer Quibir sem deixar filho. Por isso o sucessor ao trono foi D. Henrique (seu tio-avô já idoso). Em 1580 este morreu, e foi aí que D. António Prior do Crato e D. Filipe II de Espanha disputaram o lugar ao trono, ganhando assim o rei mais rico e poderoso da Europa –“ D. Filipe II de Espanha”. Com isto Portugal perdeu a independência.
Deu-se assim, o inicio da 3ª dinastia chamada dinastia «Filipina» que durou cerca de sessenta anos.
D. Filipe I de Portugal era o rei mais rico e poderoso e todos o invejavam e temiam… Durante o reinado de D. Filipe I tudo se manteve e Portugal evoluiu muito.
Mas após a sua morte sucedeu o rei D. Filipe II e de seguida o rei D. Filipe III. Com estes dois últimos reis aconteceram muitas coisas que descontentaram os portugueses, como por exemplo:
- Os nossos domínios serem atacados constantemente o que trazia muito desconforto e prejuízo ao país.
Portugueses festejam a Liberdade!- Fomos chamados para combater no exército espanhol.
- As nossas armas e navios terem sido requisitados por Espanha.
- Mas o que causou a desordem total foi a guerra que D. Filipe III travou com Inglaterra, França e Holanda que trouxe para Portugal enormes prejuízos económicos! As terras portuguesas foram todas invadidas e destruídas, novos e altos impostos foram-nos lançados para manter esta guerra.

No dia 1 de Dezembro de 1640 logo após a primeira badalada das 9 horas, um grupo de quarenta nobres descontentes com a situação saíram todos das suas carroças e avançaram pelo Paço, atacaram o Palácio Real, mataram o secretário de Estado, prenderam a representante do rei de Espanha em Portugal e proclamaram a Restauração da Independência de Portugal:
D. Miguel de Almeida com uma espada na mão à varanda do Paço repetiu imensas vezes: “Liberdade, Portugueses! Viva El-Rei D. João IV! “! Fazendo-se ouvir pelo povo que tinha sido convocado para o Terreiro do Paço.
Logo depois, reuniram-se cortes em Lisboa e aí foi aclamado rei de Portugal “D. João IV – duque de Bragança”. Assim se iniciou a quarta dinastia de reis, chamada dinastia de «Bragança».
Estava feita a Restauração da Independência Portuguesa, mas só em 1668 é que foi reconhecida por Espanha.


Nídia Barbosa

Alimentação nos navios dos Descobrimentos

Habitualmente, apenas se fazia uma refeição quente por dia, existindo um «mestre do fogo», responsável pelo fogão.A higiene era difícil, só se podendo utilizar água salgada. As tripulações adoeciam frequentemente porque não tinham vegetais frescos ou fruta para comer. Havia também pouca água potável para beber.

As rações são iguais para todos, excepto para os doentes. Estes têm direito a suplementos de doces de fruta, açúcar, mel, passas, ameixas, até mesmo farinha e outras coisas.Mas os viajantes têm que levar as provisões consigo, e aqueles que têm meios não sofrem a bordo. Os soldados e o povo miúdo nem sempre recebem as rações devidas. Quanto à água, não há dinheiro que chegue para a comprar. O vinho, não se devia beber muito, por causa dos calores.Garantir o bom tratamento dos doentes era uma das responsabilidades dos capitães e dos religiosos; o rei ordenava com muita insistência que fosse cumprida. Para eles a comida era melhorada e prioritária na distribuição, tinham direito a doces de fruta e frutos secos que se pensava que lhes fariam bem dado o seu estado.

Tiago Sá

A Restauração da independência



A restauração da independência foi o nome dado a revolta que ocorreu no dia 1 de Dezembro de 1640 para que Portugal acabasse com o domínio filipino e para que também continuasse a ser Independente.
Isto tudo começou quando D. Sebastião decidiu que queria conquistar o norte de África. Portugal fracassou na batalha de Alcácer Quibir onde D. Sebastião desapareceu. Este Rei sendo muito jovem deixou Portugal sem herdeiro legítimo.
Sucedeu-lhe o Cardeal D. Henrique, mas mesmo assim o desaparecimento do rei originou uma crise dinástica.
Nas cortes de Tomar D. Filipe II de Espanha foi aclamado rei de Portugal jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal.
Com o passar do tempo a dinastia filipina foi deixando de cumprir com o seu juramento, as revoltas tiveram inicio já em 1628 no porto originando o “Motim das maçarocas”.
Em 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal.
No dia 1 de Dezembro de 1640, surgiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração da Casa de Bragança no trono de Portugal.


Avelina Fernandes