A alimentação a bordo dos navios era essencialmente composta por carne salgada, peixe seco ou salgado, arroz, presunto, biscoitos (pão cozido duas vezes para ficar mais seco e assim durar mais). Levavam também azeite, vinagre, vinho, grão, amêndoas, lentilhas, frutos secos, alhos, cebolas, açucar, mel e alguns animais para matar pelo percurso, principalmente galinhas, porcos, cabras e ovelhas, mas o mais importante para eles era a água doce.
Para os tripulantes, a comida era oferecida pelo rei, mas para os passageiros, eram eles que tinham de levar a comida ou então tinham de a comprar, o que fazia com que muitas vezes chegassem ao seu destino completamente endividados...
TEMPOS LIVRES:
A ocupação dos tempos livres passava por levar livros e lê-los em voz alta ao convés, o que tinha bastante êxito. Os padres que iam a bordo reuniam a tripulação para interpretar peças de teatro, quase todas ligadas à religião, como A Vida e Morte de S. João Baptista, Tentações de Cristo no Deserto e os autos de Gil Vicente.
Também se simulavam touradas a bordo, ou seja, um homem fazia o papel de touro, movimentando na sua frente cestos ou pedaços de verga entrançados. Corria pelo convés atrás dos companheiros que agitavam pedaços de pano a fingir de capa.
Mas eles às vezes pescavam grandes peixes e lançavam-nos no convés e como eles davam grandes saltos aproveitavam a agitação para os tourear.
Também era permitido jogar Xadrez e cartas a bordo.
DOENÇAS A BORDO
A doença mais frequente a bordo era o escorbuto, que era provocado por falta de vitamina C, que era quando as gengivas começavam a inchar e já não cabiam na boca.
Pedro Pinheiro
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